Seu executivo de finanças está preparado para a corrida?

Diante da crise de competitividade em que o Brasil se colocou recentemente, muitas de nossas empresas estão em condição de verdadeira desesperança. O cenário muda rapidamente com o surgimento de novos concorrentes com soluções que apresentam novos paradigmas, e o comportamento dos clientes os fazem livres da lealdade tradicional à marca.

E deve estar claro aos empresários quem vêm trabalhando para imprimir ritmo de crescimento a seus negócios que as estratégias concebidas, por definição, estão de toda forma entrelaçadas a considerações financeiras. Portanto, deve ser vista como crítica ao sucesso de nosso empresariado a readequação do papel de seus executivos financeiros.

Historicamente, os executivos financeiros em nível gerencial vem mantendo foco inteiramente sobre suas questões operacionais, tais como a corrida diária na tesouraria, o cumprimento da burocracia fiscal, a captação de recursos para demandas de curto prazo. Apesar de conhecer relativamente poucas empresas de médio, ou mesmo de grande porte, que institucionalizaram uma abordagem cotidiana de gestão de valor em seus negócios, é possível percorrer esse caminho, ainda que intuitivamente, exigindo dos executivos de finanças que incorporem e demonstrem ações cotidianas que envolvam:

  • Apoio à proteção ao negócio: o práticas de exame contínuo de processos, custos e identificação de melhores benchmarks; o conjugação de compliance contábil, fiscal e trabalhista a abordagens diferenciadas para redução da carga do Estado; o mensuração de ganhos em investimentos ponderados ao risco.
  • Apoio ao crescimento do negócio: o tradução da estratégia em resultados financeiros, e métricas relevantes com envolvimento das demais áreas; o gestão da alocação de recursos com vistas ao atingimento do propósito do negócio de forma equilibrada, no curto e médio prazos.
  • Apoio à transformação contínua: o engajamento dos colaboradores aos objetivos de curto e médio prazo; o construção de visão sistêmica do processo de mudança e implantação de mecanismos de descomplicação do negócio.

O esforço na adoção de tais práticas e mecanismos de follow up promoverá mudanças positivas na forma como o negócio é estruturado e operado. A maioria de nossas empresas se beneficiaria de uma completa reestruturação, não apenas na tentativa de recuperar o valor do negócio pontualmente, mas adotada como oportunidade para transformar a gestão permanentemente com aquele propósito. Mesmo nas empresas menores, os executivos financeiros poderão efetivamente ser considerados “gestores do valor” do negócio, contando com suporte na sistematização daquela abordagem por meio da contratação de um Conselheiro independente, que poderá atuar como seu mentor.

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