Como engajar o meu time?

Numa conversa recente com a executiva de Recursos Humanos de uma importante empresa de tecnologia, tratávamos da importância da conquista dos corações e mentes dos funcionários, para liberar energia e dissipar a ansiedade frente às incertezas. Afinal, todos querem estar conectados a um propósito e acompanhados dos melhores em seus times.

Mas quando pensamos em como atingir esse propósito, o tempo de que dispomos é o primeiro obstáculo. Muito tem se falado da importância do senso de urgência nas organizações. Seja numa startup ou num negócio maduro, agilidade é fundamental para o sucesso o de uma transformação. É redundante dizer as razões disso. Por exemplo, no segmento em que trabalha aquela executiva, as empresas vencedoras precisarão ter crescido à surpreendente razão de 50% neste ano.

O ritmo das transformações está tão acelerado que, mesmo para aqueles acostumados a esse ambiente, geri-las não está sendo fácil. Um erro é encarar o engajamento como uma mera questão de comunicação, no anseio de torná-lo ágil. Isso invariavelmente leva a um caminho de comunicação unidirecional, desvirtuando a proposta de colaboração. Dá-se início a uma campanha de endomarketing bacana, que inclui cartazes descolados na parede, mas isso acaba parecendo vazio e não muda o comportamento dos colaboradores.

Por outro lado, outra armadilha é abordar a mudança como um plano sequencial, para começar a engatar a turma apenas quando tudo estiver claro e alinhado no topo. Afinal, como podemos engajar o time quando ainda não sabemos ao certo qual caminho tomaremos? Embora o desejo de maior clareza seja compreensível, isso tomará mais tempo. E a realidade é que o engajamento faz mais sentido quando todos colaboram com suas ideias.

Numa estrutura hierárquica tradicional, conciliar a necessidade de mudança com o senso de urgência é quase impossível de ser conseguido. É preciso aprender a trabalhar em redeMais do que bem informados e conectados com a mudança em curso na empresa, os colaboradores precisarão de autonomia e segurança na tomada de decisão. A liderança não está em oferecer boas ideias ao seu grupo, mas em saber definir prioridades e vencer resistências.

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