A geração de Greta Thunberg e a falência da Forever 21

A Forever 21 foi considerada um ícone do “american dream”, e agora faliu. A cadeia que hoje possui cerca de 800 lojas em 57 países foi fundada em 1984 pelo casal sul-coreano Do Won e Jin Sook Chang, que investiu US$ 11 mil de suas economias numa pequena loja em Los Angeles. Em pouco tempo conquistou o gosto do público jovem com design diferenciado e preço baixo.

A Forever 21 viu seu público migrar da geração X, para a geração Y e agora a geração Z, e acabou se perdendo na comunicação com os jovens, cujo comportamento de compras mudou rapidamente. Hoje os adolescentes e jovens até 23 anos, os Centennials, valorizam a consciência coletiva e ações criativas, o que para qualquer varejista com uma grande rede de lojas físicas representa um problema.

Temos acompanhado, por exemplo, a trajetória de Greta Thunberg, a sueca de 16 anos ativista pelo clima que pode se tornar a pessoa mais jovem a ganhar um prêmio Nobel. Convidada a participar de uma conferência na ONU, decidiu ir a Nova York a bordo de um veleiro porque, como sabemos, os aviões têm elevada taxa de emissão de carbono. Sua viagem foi acompanhada no Instagram por cerca de 3 milhões de pessoas. É o tipo de engajamento que representa um desafio aos varejistas focados nesse público consumidor.

Na Forever 21, os fundadores mantém presença ativa na gestão. Mas isto está sendo visto pelo mercado como um obstáculo à sua recuperação. Por que?

O problema da Forever 21 pode estar na falta de diversidade de opiniões de quem cerca o fundador. Se em nossos círculos nos cercamos de pessoas que somente pensam como nós, nos tornamos mais rígidos e menos propensos a mudar nossas crenças com base em novas informações. Não se trata de uma história incomum, no setor de varejo ou em outros, e infelizmente é improvável que seja o último negócio a enfrentar um destino semelhante nos próximos anos.

2 comentários em “A geração de Greta Thunberg e a falência da Forever 21

  1. Respeito sua opinião, mas viajar de Veleiro altamente tecnológico, com patrocínio, é fácil. Não acho que isso gabarite ninguém para ganhar prêmio Nobel.

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    1. Caro Emilio, obrigado por sua opinião. Entendo seu ponto. De fato, mencionei Greta Thunberg para ilustrar o padrão de comportamento dos jovens atualmente. Para uma varejista que procura conquistar o público jovem, é preciso estar atento a diversas formas de mantê-los engajados à marca, e foi isso que a Forever 21 deixou de fazer.
      Continue seguindo meu blog! Procuro tratar de questões relevantes da gestão empresarial.

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